quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Lei da inércia
Acordei com uma estranha sensação, o sol brilhava lá fora, mas aqui dentro estava escuro e frio. Levantei e segui minha rotina, lá fora as flores coloridas me pareciam sem cor. Sentia um frio na espinha e o coração apertado, mas escondia isso pousando um doce sorriso nos lábios. Lembro de ter escutado alguma coisa, pareciam vozes se confundindo e depois disso um silêncio lúgubre. Dei vazão a tudo o que eu sentia e deixei as lágrimas rolarem livremente, como se só aquilo importasse naquele momento. Na verdade tudo estava normal, normal até demais, na mais perfeita ordem e era isso que me incomodava, eu precisava de movimento, precisava de ação. Nunca gostei de coisas mornas, a rotina me cansa, coisas normais definitivamente não me atraem. Hoje percebi, com tristeza, que fui eu que me conformei com essa vida sem cor, sem brilho. Talvez isso seja a metade da solução, o problema é que eu não sei como vou mudar isso, como tirar esse conformismo de mim, como sair desse circulo vicioso e me livrar dessa rotina que me aprisiona. Tento pensar em alguma solução, mas todas as possibilidades me parecem inúteis, de repente as opções se embaralham e fica quase impossível enxergar. Uma folha seca cai aos meus pés, já é outono e eu permaneço inerte. A primeira Lei de Newton apresenta o seguinte enunciado: "Na ausência de forças, um corpo em repouso continua em repouso", isso quer dizer que devo começar de onde parei.
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É mais do que eu conseguiria dizer, obrigada amr! *-*
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