Talvez por vaidade, ou mesmo por egoísmo, cada gesto que você dirigia a alguém me feria de maneira lenta e dolorosa. A vontade de correr ao teu encontro e dizer qualquer palavra que te fizesse notar a minha existência me tomava a cada longo e infindo minuto de indiferença. Tê-la era proibido e aquilo acabaria, de alguma forma, me expulsando do paraíso, mas me daria como recompensa o perigo pulsando quente nas veias e a necessidade pelo sujo era maior que qualquer futura culpa. O melhor sabor é aquele que não conhecemos, a melhor vitória é aquela que não aspirávamos, isso explica parte do que sinto quando estou contigo, a realização mais intima com que podia sonhar, é doce assim por tê-la desejado tanto em silêncio, à base do esquecimento, há anos me contentando com qualquer palavra ou olhar que pudesse me dirigir sem grande atenção. Um novo mundo parecia desvendar-se diante dos meus olhos, mergulhava em sensações jamais provadas antes, meu corpo ardia de desejo quando encontrava o teu, a textura da tua pele, as formas do teu corpo e o teu cheiro pareciam se fundir num misto de prazer e agonia. O medo devorava cada pedaço do meu corpo que queria agir, um ímpeto de fugir daquele mundo que poderia deixar cicatrizes profundas mas bastava olhar teus olhos e eu me afogava no desejo de jamais te abandonar.
por: Josiane Fernanda e Tammy Falcade, para o blog Quem de Nós Dois
por: Josiane Fernanda e Tammy Falcade, para o blog Quem de Nós Dois
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